Esclerodermia

A esclerodermia é uma doença auto-imune, que causa endurecimento da pele, que se torna espessada, lisa, sem elasticidade, com perda dos pelos e coloração marfim. Existem formas clínicas que acometem exclusivamente a pele e formas com acometimento sistêmico:

  • Esclerodermia em gotas: as lesões são pequenas, lembrando gotas.

  • Esclerodermia em placas ou Morfea: as lesões são maiores, arredondadas ou ovais.

  • Esclerodermia linear ou em faixa: as lesões são alongadas e unilaterais. A esclerodermia linear que ocorre na fronte e couro cabeludo é conhecida como esclerodermia “em golpe de sabre”.

  • Esclerodermia segmentar: também é unilateral, porém áreas maiores são acometidas. A pele fica aderida às estruturas profundas, com comprometimento muscular, levando a deformidade na região afetada (face, membros superiores ou inferiores).

  • Esclerodermia generalizada: lesões distribuídas por toda a pele.

  • Esclerose Sistêmica Progressiva: acomete difusamente a pele e órgãos internos, ocorrendo alterações vasculares, musculares, articulares, no tubo gastro-intestinal, coração, pulmões e rins. O endurecimento progressivo da pele causa dificuldade de realizar movimentos simples, como fechar as mãos. Uma manifestação característica é o Fenômeno de Raynaud: coloração violácea nas mãos e pés, devido à diminuição da irrigação sanguínea.

A abordagem terapêutica depende das características clínicas, podendo ser indicados tratamentos com medicamentos tópicos, orais e fototerapia. Por vezes há necessidade de tratamento multidisciplinar: dermatologista, reumatologista e fisioterapeuta.