Alopecia Cicatricial

As alopecias podem ser divididas em dois grandes grupos: alopecias não cicatriciais e alopecias cicatriciais. As alopecias não cicatriciais são aquelas em que não há destruição do folículo piloso e são, portanto, potencialmente reversíveis. São exemplos: a alopecia areata, a tricotilomania, a alopecia androgenética e o eflúvio telógeno.

Já nas alopecias cicatriciais, ocorre um processo inflamatório que pode destruir o folículo piloso, que é substituído por cicatriz (tratos fibrosos foliculares). Nestes processos, algumas vezes podemos observar, além da rarefação dos cabelos, inflamação no couro cabeludo, com vermelhidão, descamação e sintomas como coceira e dor. Porém, em algumas doenças, esse processo inflamatório ocorre de forma subclínica, com pouco ou nenhum sintoma, e quando a rarefação de fios passa a incomodar, já ocorreu perda irreversível dos mesmos. São exemplos de alopecia cicatricial: líquen plano pilar, alopecia frontal fibrosante, lúpus eritematoso discóide no couro cabeludo, dentre outras. Nestes casos, a Dermatoscopia de Couro Cabeludo é importante porque permite a identificação de sinais clínicos que muitas vezes não são visíveis a olho nu, e que são fundamentais na suspeição diagnóstica. Na hipótese de alopecia cicatricial, a biópsia sempre é necessária para fechar o diagnóstico.

O tratamento das alopecias cicatriciais depende da etiologia da doença, e deve ser iniciado o mais brevemente possível, para estabilizar o processo inflamatório evitando a perda de mais folículos.