Alopecia Androgenética

A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, pode acometer tanto homens quanto mulheres. Trata-se de uma afecção genética, em que ocorre miniaturização (afinamento) dos fios em determinadas regiões do couro cabeludo, com redução progressiva do volume do cabelo e do número de fios.

Acredita-se que a herança genética seja poligênica, isto é, uma associação de genes que são herdados do pai e da mãe; e que estes genes apresentam penetrância variável, podendo se expressar mais ou menos intensamente, por fatores ainda não bem elucidados.

O processo de miniaturização geralmente tem início na adolescência, quando os andrógenos (hormônios masculinos) se ligam a receptores nos folículos pilosos das áreas andrógeno-sensíveis. O quadro clínico é diferente em homens e mulheres. Nos homens, as áreas acometidas costumam ser as regiões temporais (entradas), a região frontal, a região superior da cabeça e o vértex (coroa). Nas mulheres, a linha frontal de implantação dos cabelos costuma estar preservada e o que se observa é uma rarefação progressiva na região superior da cabeça.

Nem sempre os pacientes com alopecia androgenética se queixam de aumento da queda dos fios. Em muitos casos a rarefação é o principal sintoma e, geralmente, só é percebida pelo paciente quando uma grande parte dos fios já sofreu a miniaturização, atrasando o início do tratamento e dificultando a resposta terapêutica. Quanto mais precocemente o diagnóstico for realizado e o tratamento iniciado, melhor será o prognóstico.

O diagnóstico precoce é possível através da Dermatoscopia de Couro Cabeludo, exame realizado com auxílio de um dermatoscópio, um aparelho que aumenta a imagem dos fios e do couro cabeludo em até 120 vezes, permitindo ao médico identificar sinais iniciais da doença. Em alguns casos, também é necessária a realização de uma biópsia, para exame histopatológico.

No tratamento podem ser utilizados medicamentos orais e/ou tópicos, dependendo de cada caso. Recentemente, novas modalidades terapêuticas tem sido empregadas com resultados promissores, como os lasers de baixa intensidade, as infiltrações intra-lesionais, o Microagulhamento com Drug Delivery, dentre outros. Em alguns pacientes, o transplante de cabelos pode estar indicado; mas, mesmo os indivíduos que optam pela cirurgia, necessitam do tratamento medicamentoso.